Receita da Natura&Co soma R$ 2.9 bilhões no primeiro trimestre de 2019

Receita da Natura&Co soma R$ 2.9 bilhões no primeiro trimestre de 2019
- Os três negócios da holding apresentaram crescimento no período
- Empresa criou veículo de investimento para adquirir participações minoritárias em empresas de beleza e bem-estar, em especial nos Estados Unidos e Europa


A Natura &Co, holding que além da Natura controla a The Body Shop e a Aesop, registrou vendas de R$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre, resultado 8.5% superior ao mesmo período do ano passado. O faturamento ajustado, que leva em conta as novas regras contábeis que estão sendo adotadas pelo mercado, cresceu 7,1%. Excluindo a variação cambial do período, o crescimento foi de 4,1%  O lucro líquido no período também avançou, com alta de 72,8%, para R$ 41,9 milhões. O EBITDA, por sua vez, cresceu 5,6%, para R$ 336,9 milhões, enquanto o EBITDA ajustado (que exclui efeitos não-recorrentes) aumentou 3,7% no período, para R$ 330,8 milhões, impulsionado por ganhos de eficiência na The Body Shop.

"A Natura &Co registrou mais um trimestre de sólidos resultados consolidados, confirmando o bom momento do grupo de beleza multimarca, multicanal, movido por propósitos, que nós criamos. Todas as três marcas e negócios tiveram crescimento da receita em reais, apesar do contexto ainda desafiador em mercados-chave, principalmente no Brasil, o que demonstra a resiliência do grupo e os benefícios de sua expansão geográfica", afirma Roberto Marques, presidente-executivo do Conselho de Administração de Natura &Co.

A receita líquida da Natura, de R$ 2.409,4 bilhões, representa crescimento 4,6% no primeiro trimestre do ano, ou  2,3% do faturamento ajustado. O desempenho foi impulsionado principalmente pela América Latina (alta de 10% em reais e de 19,4% em moeda constante), com crescimento forte em todos os mercados, inclusive na Argentina, apesar do cenário macroeconômico difícil. 

Já aqui no Brasil, as vendas cresceram 1,7%, para R$ 1.188,6 bilhão, mas caíram 1% pelo novo padrão contábil. Mas, a empresa afirma que continuou a ganhar participação de mercado. Segundo a Euromonitor, a Natura encerrou 2018 na liderança do mercado brasileiro de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal com uma participação de 11,7%, acima dos 11 ,4% registrados no ano anterior. O primeiro trimestre também foi o décimo período consecutivo de ganhos de produtividade pelas consultoras. O EBITDA consolidado da Natura aumentou 3,6%, com margem de 14,8%. 

Na britânica The Body Shop, no primeiro trimestre, a receita líquida aumentou 10,2%, em reais. Em moeda constante, o resultado apresentou uma ligeira queda de 0,2%), impactado pelo fechamento de algumas lojas com desempenho inferior à média, parte do plano de otimização da presença da marca no varejo. As vendas no conceito "mesmas lojas" subiram 2,4% no Reino Unido, maior mercado da empresa. Os ganhos de eficiência também levaram a um forte aumento do EBITDA, de 41,7%.

A marca australiana Aesop, por sua vez, teve mais um trimestre de sólido crescimento de dois dígitos de receita e EBITDA. O faturamento aumentou 34,2% em reais e 16,3% em moeda constante, com forte expansão em todos os canais e geografias. As lojas próprias tiveram um aumento de 10,6% das vendas no conceito "mesmas lojas" no trimestre, enquanto o EBITDA aumentou 29,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2018. 

A relação dívida líquida/EBITDA da Natura&Co ficou em 2,95 vezes ao fim do primeiro trimestre, contra 3,32 vezes no mesmo período de 2018. O grupo continua no rumo para alcançar a meta de reduzir a alavancagem da companhia para os níveis pré-aquisição da The Body Shop ao fim de 2021, para 1,4 vez.

Mais aquisições à frente
A Natura &Co aproveitou a divulgação dos resultados do primeiro trimestre para anunciar a criação de um novo veículo de investimento, chamado Dynamo Beauty Ventures (DBV). O fundo irá trabalhar para identificar e investir em marcas emergentes nos segmentos de cosméticos e bem-estar, com ênfase na Europa e nos Estados Unidos. O DBV vai atuar em parceria com empreendedores com ampla experiência na indústria para adquirir participações minoritárias em companhias com grande potencial de crescimento e modelos de negócio inovadores. 

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