Com alta de 0,8% no 1º semestre, indústria cosmética está otimista para os próximos meses

Com alta de 0,8% no 1º semestre, indústria cosmética está otimista para os próximos meses

De acordo com o Painel de Dados da ABIHPEC, entidade que reúne a indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o setor fechou o primeiro semestre com vendas 0,8% superiores ao mesmo período do ano passado. Os resultados levam em conta as vendas ex-factory, que considera o preço de saída de fábrica dos produtos.

Segundo a entidade, o mês de junho registrou uma alta de 4,9% em valor. Grande parte deste crescimento foi puxado pelo segmento de Tissue (lenços e papel) e pela "cesta COVID-19 de consumo", na qual a ABIHPEC reúne os ítens álcool em gel, sabonetes (líquido e em barra), papel higiênico, lenços de papel descartáveis e toalhas de papel multiuso. Todos estes produtos, juntos, tiveram um crescimento de 12,8% em junho e de 19,7% no acumulado do primeiro semestre de 2020, em comparação aos mesmos períodos do ano anterior, ambos em valor de vendas (ex-factory). Isoladamente, o álcool em gel teve um crescimento de vendas de 2.066,6% entre janeiro e junho deste ano. Já a categoria de sabonete líquido apresentou crescimento de 18,2%.

"Diante do momento atual de enfrentamento do coronavírus e a necessidade de reforço dos hábitos de higiene, a essencialidade destes produtos ficou ainda mais clara e, os consumidores inseriram tais itens no seu dia a dia, de maneira ainda mais forte", afirma João Carlos Basilio, presidente-executivo da ABIHPEC.

O segmento de Perfumaria também se destacou em junho, com uma alta de 20,7% em valor de vendas (ex-factory) na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para a entidade, isso é reflexo das fortes promoções do varejo para o Dia dos Namorados.

Expectativas para o restante do ano
Diante de tais dificuldades enfrentadas no período, o aumento consolidado neste 1º semestre é visto pelo setor de forma extremamente positiva. Para o segundo semestre, a expectativa é um pouco melhor, com as empresas estimando um crescimento de 1,1% para o fechamento do ano, de acordo com dados apurados no Simulador de Mercado da ABIHPEC. Em 2019, a indústria de HPPC registrou crescimento de 4,2%, com vendas ex-factory de R$ 55,7 bilhões.

Para a entidade, o ritmo de recuperação será mais contido, uma vez que o cenário segue bastante desafiador e as empresas vêm revendo seus planos constantemente. "Muitas empresas estão adotando uma visão cautelosamente otimista para o consumo no Brasil e esperam que as vendas de produtos de HPPC sigam a tendência geral com taxas de crescimento para alguns produtos, sobretudo os da 'cesta COVID-19 de consumo'", diz a entidade em comunicado.

Dados do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) para o mês de Julho, publicados pela Confederação Nacional da Indústria, mostram um aumento do índice de confiança dos empresários no segmento da indústria de transformação. Setorialmente, os empresários do setor de HPPC, em conjunto com o setor de limpeza, são os mais otimistas, com índice de 56,7 pontos.

Já os dados do IBGE sobre o Desempenho da Atividade Econômica (dados dessazonalizados) durante a pandemia para a Produção Industrial, mostram que numa comparação de junho versus março, ocorreu uma queda de -13,5%. Já quando analisados os dados de Desempenho dos Setores Industriais no mesmo período, o setor que congrega a fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal, acumulou um resultado de queda de -0,7%, bem menos expressivo do que a constatada na produção industrial como um todo. "Este potencial poderia ser melhor aproveitado, caso tivéssemos um ambiente mais favorável para os negócios, e estímulos para ampliação da produção", reforça Basilio.

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