E-commerce pode fechar o ano com 10% de market share nas vendas do varejo

E-commerce pode fechar o ano com 10% de market share nas vendas do varejo

Para Eduardo Terra, presidente da SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo de Consumo, um think tank deidicado ao varejo) e um dos grandes especialistas em varejo e transformação digital do Brasil, o e-commerce brasileiro pode ver a sua participação atingir os dois dígitos muito antes do que o previsto.

Em apresentação para a Comitiva Beauty Fair/NRF, realizada em janeiro deste ano em Nova York, o sócio de Terra, Alberto Serrentino, comentou sobre o avanço do varejo digital no Brasil, preconizando que a participação atingiria os 10% em dois ou três anos.

Até antes da pandemia, a participação das vendas digitais no mercado brasileiro era de 5,8%. Na China, considerada a única nação a ter entrada verdadeiramente na era do new retail, essa participação era de 35,3%; no Reino Unido, de 22,3%; e nos Estados Unidos, de 16%. Países tidos como mais conservadores em relação ao varejo digital, como França e Japão, também tinham índices superiores aos do Brasil, de 9,6% e 8,7%, respectivamente.

Em vídeo, Terra explica que o Brasil viveu, especialmente de dois anos para cá, um boom de inclusão digital, com 80% dos lares com acesso à internet, 220 milhões de smartphones e 150 milhões de contas de whatts app. Esses números ciram a base necessária para um e-commerce forte.

Agora, em virtude das regras de isolamento e distanciamento social, do fechamento do varejo físico não essencial e, mesmo, do medo e das dificuldades para o consumidor ir a uma farmácia ou supermercado, serviu para tirar o brasileiro de uma certa inércia em relação as compras online. "Quem não comprava nada, passou a comprar alguma coisa. Quem já comprava alguma coisa, passou a fazer compras de supermercado e farmácia. E quem, como eu, que já comprava de forma relevante, passou a comprar absolutamente tudo online", diz o especialista. 

Isso fez com que a base de clientes, a frequência e o ticket médio subissem muito no decorrer dos últimos meses.

Com as vendas do online crescendo e as em lojas físicas caindo, a participação do online deve terminar o ano, segundo as primeiras estimativas feitas por Terra, próxima dos 10%, o que eleva o e-commerce brasileiro a outro patamar. "O brasileiro está entendendo que o e-commerce é um canal diferente, complementar aos outros canais", reforça Eduardo Terra.

 

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