Companhia polonesa Oceanic SA vê IPO como opção para expansão internacional

Uma das cinco maiores fabricantes de cosméticos da Polônia, a Oceanic atravessa desde 2008 um período de forte crescimento. Baseado no balneário de Sopot, na região norte da Polônia, próxima ao mar Báltico, o sucesso da Oceanic fez dos controladores da empresa, o casal Wojciech e Dorota Soszyńscy (foto), uma das famílias mais ricas do país.
 
Com vendas anuais da ordem de 50 milhões de euros e mais de 400 funcionários, a Oceanic cresceu desenvolvendo produtos com um objetivo bastante claro:  todos os seus produtos devem atender as necessidades de pessoas com peles sensíveis e alérgicas. O foco é tanto que todos os produtos cosméticos da empresa saem sob o guarda-chuva da marca AA, iniciais de antialérgico. Não importa qual a categoria, a premissa de atender as necessidades das pessoas com alergias de pele é sempre o ponto de partida para qualquer desenvolvimento de produto na empresa. "Existem algumas categorias em que provavelmente nunca pensaremos, porque elas estão muito distantes da nossa proposta, da nossa filosofia, e nos mantermos fiel a ela é o mais importante", diz o presidente da companhia Leszek Klosinski, responsável por tocar as operações desde que a família controladora optou por deixar o dia a dia dos negócios. "Mas tentamos criar novas tendências em cosmetologia, ao menos em nosso mercado local. Fomos a primeira marca local a introduzir produtos de higiene íntima. Na epoca foi algo bastante inovado e hoje a categoria se desenvolveu muito fortemente", comemora o executivo. Atualmente, a empresa mantém um portfólio com cerca de 800 SKU´s divididos nas linhas AA Cosmetics, AA Eco, AA Sensitive Nature Spa e AA Men (mass market), AA Prestige (distribuição seletiva), AA Therapy , AA Pharmaceutic dermocosmetics (farmácias) e AA Prestige Institute (profissional).
 
Caminhos para o crescimento
Para manter o ritmo de crescimento a estratégia da empresa aposta em dois drivers: aumentar a participação das exportações no negócio e crescer por meio de aquisições. 

No caso das vendas internacionais, a estratégia da empresa está centrada na exportação dos produtos da marcas AA por meio de distribuidores parceiros. "Não existe plano para a abertura de subsidiárias em outros países neste momento", explica o presidente. A empresa está presente em 27 mercados internacionais, incluindo vários países da Europa ocidental, como Espanha e Inglaterra, Estados Unidos, Coreia do Sul, além dos mercados do centro e do leste europeu, destinos naturais da produção cosmética polonesa. Atualmente, as exportações representam cerca de 10% das receitas, mas os planos da empresa é que esse percentual possa alcançar os 30% nos próximos anos.
 
Para acelerar a expansão uma possibilidade com estudos bastante adiantados é a abertura de capital da companhia, no mercado acionário de Varsóvia, a capital polonesa. Caso o IPO seja o caminho escolhido, a Oceanic será a primeira companhia de cosméticos da Polônia, e uma das poucas do setor de bens de consumo, listada no maior mercado acionário da Europa central. Pelo planejamento, o IPO, caso venha a acontecer, irá ofertar uma fatia minoritária da companhia, que continuará sob o controle da família Soszyńscy. Com os recursos obtidos em uma eventual captação, o presidente da Oceanic pretende acelerar o investimento na sua expansão internacional.
 
Outro pilar de crescimento é a aquisição de outras companhias. Uma mudança estratégica significativa para uma companhia que, desde a sua fundação em 1982, vem obtendo bons níveis de crescimento de maneira orgânica. Desde o último ano a companhia negocia com dois alvos potenciais, um da área cosmética e outro do segmento farmacêutico, ambas na Polônia. Segundo Leszek Klosinski, o objetivo dessas movimentações é bastante claro: agregar market share. De acordo com o executivo, novidades podem ser anunciadas ainda no primeiro trimestre deste ano.  Anunciar a primeira aquisição será um passo e tanto para uma companhia que, de acordo com o seu presidente, recebe todos os dias ligações de fundos de investimento e empresas multinacionais querendo comprá-la.

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