Vendas de perfumes e cosméticos da LVMH, dona da Dior, caem 18% no primeiro trimestre

Vendas de perfumes e cosméticos da LVMH, dona da Dior, caem 18% no primeiro trimestre
O conglomerado francês, LVMH, maior companhia de produtos de luxo do mundo, viu suas vendas serem fortemente abaladas pela pandemia do coronavírus. No primeiro trimestre, a dona da Christian Dior e da Sephora, gerou vendas de 10,6 bilhões de euros, uma queda reportada de 15% em relação ao mesmo período de 2019. Em termos orgânicos a queda foi de 17%.

Para Bernard Arnault, CEO e principal  acionista do grupo, as equipes da LVMH demonstraram seu forte compromisso e agilidade para enfrentar essa situação sem precedentes. "Esforços para se adaptar ao ambiente atual estão ativamente em andamento, a fim de controlar custos e garantir uma política de investimento mais seletiva", pontuou o empresário. A LVMH também organizou o negócio para apoiar os esforços coletivos que estão sendo empreendidos para combater o Covid-19.

A divisão de Perfumes e Cosméticos, viu uma queda reportada de 18% (-19% em bases comparáveis). As vendas baixaram de 1,687 bilhão de euros no primeiro trimestre de 2019 para 1,382 bilhão de euros. Os negócios foram afetados pelos fechamentos das lojas e pela redução nos níveis de estoques dos clientes, o que afetou o sell in, em especial na Ásia. Segundo a empresa, as principais marcas demonstraram resiliência na crise. , pois os varejistas reduziram seus níveis de estoque, devido à atual crise. Por outro lado, as vendas online cresceram rapidamente e os itens para a pele demonstraram resiliência. A marca Guerlain teve bom desempenho, com forte crescimento online na China e o sucesso da linha de tratamento para a pele Abeille Royale.

No negócio de Varejo Seletivo do grupo, onde estão a Sephora e a rede DFS, de lojas de aeroporto, a receita reportada foi 25% menor (queda de 26% em bases comparáveis), de  2,626 bilhões de euros, ante vendas de 3,510 nos primeiros três meses de 2019. Todas as lojas da Sephora estiveram fechadas na China durante grande parte do trimestre, enquanto as localizadas na Europa e nos Estados Unidos estão fechadas desde meados de março. A receita online, onde a Sephora tem uma posição muito forte, aumentou significativamente durante esse período.

A LVMH também destacou que as nas lojas na China têm crescido gradualmente desde o início de abril.

"Em um contexto bastante turbulento, o Grupo manterá uma estratégia focada em preservar o valor de suas marcas, com base na qualidade excepcional de seus produtos e na capacidade de resposta de suas equipes. Os fechamentos das fábricas e lojas do Grupo na maioria dos países do mundo no primeiro semestre terão um impacto na receita e nos resultados anuais. Esse impacto não pode ser avaliado com precisão nesta fase sem conhecer o cronograma para o retorno aos negócios normais nas diferentes áreas em que o Grupo opera. Só podemos esperar que a recuperação ocorra gradualmente a partir de maio ou junho, após um segundo trimestre, que ainda será muito afetado pela crise, em particular na Europa e nos EUA", explica Arnaud.
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