Inovação Academia-Indústria

Inovação Academia-Indústria

O que é Inovação? Para esta curta questão, existem muitas respostas e diversos pontos de vista. A inovação não está apenas nas mudanças de práticas tradicionais, mas é um forte fator que estimula o aparecimento de novos produtos, tecnologias, serviços, sistemas e tantos outros segmentos. 

Esta busca pela inovação, através do instinto natural da curiosidade humana teve impacto direto no fator cultural e comportamental do homem. Kendall&Carr no artigo intitulado Eureka!: What Is Innovation, How Does It Develop, and Who Does It? aborda como problemas ambientais, sociais, mudanças culturais e questões econômicas alteram e afetam o lado comportamental do ser humano (1).

Dentre as muitas definições de Inovação, a que mais me agrada é a definição que vemos no livro How Companies Win de Calhoun&Kash (2) que diz: “ Inovação é encontrar uma demanda rentável e atendê-la”, o que nos leva a entender que temos muitas criações e inovações que não chegaram ao nosso conhecimento por não serem rentáveis ou viáveis, ou seja, por não terem sido avaliadas como economicamente atrativas.

Um dos setores que mais necessita do processo de Inovação é o setor de Personal Care, mais precisamente os cosméticos. É um mercado no qual, nós consumidores, ansiamos por novidades, conceitos, posicionamentos de marcas, enfim, tal expectativa implica em uma pressão às empresas no quesito inovação. Tenho orgulho em dizer que, hoje no Brasil, temos excelentes pesquisadores e cientistas capacitados na criação de novos produtos cosméticos, o que implica em termos o Brasil como um país referência no mercado cosmético global, com desenvolvimento de produtos inovadores, onde outros países vem buscar seus benchmarks.

Esta necessidade em se trabalhar inovações nas empresas do setor cosmético, impulsiona e estimula outras formas de parcerias, como inovação aberta e indiscutivelmente, o meio acadêmico através das parcerias com universidades, é uma excelente opção para atender à esta demanda de lançamentos de novos produtos.

Importante destacar que muitos materiais e processos que beneficiam a humanidade e geram riqueza para empresas, ou seja, que tiveram um sucesso comercial tiveram suas origens em laboratórios acadêmicos, nos quais o trabalho em equipe na interface universidade-indústria mostrou-se altamente sinérgico (3).

A colaboração entre universidade-indústria refere-se à interação entre qualquer parte do sistema de ensino superior e a indústria com o objetivo principal de incentivar o conhecimento e intercâmbio de tecnologia (4) e evidentemente, um retorno financeiro.

Ainda que não na intensidade desejada, atualmente as empresas, tem percebido as vantagens desta parceria colaborativa com as universidades. Por muito tempo ficou a percepção de que os centros de pesquisas acadêmicas tinham uma velocidade de desenvolvimento de projeto e cronogramas incompatíveis com as necessidades da indústria. Objeções quanto ao tempo de entrega de um projeto ou mesmo objetividade dos resultados foram por muito tempo a desculpa para uma não aproximação ao meio acadêmico. 

Importante destacar que tanto as universidades quanto as empresas têm modelos de negócios diferentes, é necessário muita conversa para chegarem a um modelo que atenda a ambos os lados, e deste modo,  o sucesso será o resultado final.

O meio acadêmico busca a publicação acadêmica, mas é totalmente possível alinhar o tema deste trabalho na busca de uma resolução de um problema técnico que a indústria deseja abordar (5,6), assim a proximidade e encontros regulares colaboram na orientação do desenvolvimento do projeto com objetivos claros.

A redução de custos e possibilidades de acesso às inovações é um grande atrativo para as indústrias. Do outro lado, esta parceria e fomentos aplicados no meio acadêmico possibilitam que estudantes ingressem na carreira através das produções científicas, e o mais importante, que estejam preparados para seguirem em seus novos desafios na carreira corporativa.

Em nosso próximo encontro abordaremos algumas ações que a Associação Brasileira de Cosmetologia está coordenando para facilitar e fomentar esta aproximação Academia-Indústria, projetos como PITCH e MPBOX são alguns exemplos.

Até breve e fiquem bem! 

Alberto Keidi Kurebayashi

Farmacêutico-Bioquímico, Diretor da Protocolo Consultoria Personal e Health Care, Vice-Presidente Técnico da ABC

alberto@siteprotocolo.com.br

 

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