Fórum de Proteção da Pele da L'Oréal ressalta importância da categoria além da proteção solar

Fórum de Proteção da Pele da L'Oréal ressalta importância da categoria além da proteção solar
Dada a sua importância, as inúmeras particularidades que permeiam a categoria de Proteção Solar são sempre passíveis de discussão. Por si só, o aumento do índice de câncer de pele entre os brasileiros, já seria suficiente para justificar a relevância de se realizar uma boa proteção do maior órgão do corpo humano. Entretanto, esta tarefa não é tão simples assim. Apesar da elevação da consciência entre a população acerca dos perigos consequentes de uma exposição solar indevida, o trabalho a ser feito em cima disso ainda é longo. Neste processo, de certa forma, a vaidade entre os consumidores pode jogar contra, afinal, em um país como o Brasil, ter uma pele morena é sinônimo de beleza para muitos.

Subestimar os efeitos que o “astro-rei” pode ocasionar em nossa pele também tem sido uma das grandes barreiras para os dermatologistas e para a indústria de Proteção Solar. “É mais fácil convencer a população sobre o uso do protetor por conta do fotoenvelhecimento da pele, do que devido ao câncer, por incrível que pareça”, alertou Sérgio Schalka, coordenador do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, durante o “1º Fórum de Proteção da Pele: Proteção além do FPS”, organizado pela L’Oréal, e realizado em abril, no Rio de Janeiro. Não que o fotoenvelhecimento não seja um problema sério. Mas o exemplo estarrecedor dado pelo profissional serviu para comprovar que, em tese, a população brasileira está mais preocupada com a aparência de sua pele do que com a saúde dela.

Esta constatação e muitas outras foram apresentadas durante o evento, que também contou com a participação de Marcelo Corrêa, doutor em Ciências Atmosféricas e professor da Universidade Federal de Itajubá (MG); Françoise Bernerd, pesquisadora associada da L’Oréal Pesquisa & Inovação França; Blaise Didillon, diretor de Pesquisa & Inovação de L’Oréal Brasil; Ana Teixeira, diretora de CMI na L’Oréal Pesquisa & Inovação Brasil.

Desafio em curso
Por mais que a propagação das informações sobre a categoria esteja bastante difundida, os palestrantes reconheceram que há um trabalho árduo pela frente. Para a L’Oréal, uma das principais empresas que atua na categoria, bem como para qualquer outra companhia da indústria, há um desafio ainda maior. Além de terem papel-chave neste processo de conscientização dos consumidores, precisam também oferecer produtos que tragam proteção, benefícios e que tenham um preço acessível. A companhia de origem francesa apresentou diversos indicativos oriundos de pesquisas que mostram o tamanho da preocupação dos consumidores com benefícios além da proteção.

Preço, segundo Ana Teixeira, não aparece nas pesquisas como um dos principais pontos que justificassem o não uso deste tipo de produto. Entretanto, ela reconheceu o peso deste fator na categoria. “Nas pesquisas que fazemos fala-se muito na questão na sensorialidade dos produtos, mas a gente sabe que o preço também entra muito em questão hoje por conta do contexto em que vivemos. Mas é uma equação, pois depende do valor e do benefício que você vai tirar daquilo, mas o preço também impacta. É algo que nós fabricantes integramos cada vez mais, pois sabemos que é uma preocupação e que isso permeia a decisão de compra. Temos projetos internos inclusive de evoluir com proteções que também sejam mais acessíveis do ponto de vista do custo”, admitiu a dirigente.

Blaise Didillon também destacou o tamanho do desafio e garantiu que a companhia tem como objetivo chegar a qualquer tipo de consumidor e em qualquer lugar do mundo, também com um produto acessível. “E na Proteção Solar é um desafio muito importante, porque o filtro tem um impacto muito forte sobre o preço das fórmulas. E trabalhamos por marca, temos Vichy, La Roche-Posay e Skinceuticals, e também temos protetor para mass market de L’Oréal Paris (Solar Expertise), que possui um preço mais acessível. Mas, sem dúvida, este é um atributo muito importante”, explicou o diretor de Pesquisa & Inovação de L’Oréal Brasil.

Filtro de informações
Em meio a tantas informações a respeito dos perigos do sol e benefícios de cada produto, o consumidor também se vê no meio de um desafio: o de absorver todos estes dados, a fim de saber qual produto é o mais indicado para a pele dele. E esse desafio começa já na leitura das informações contidas nos frascos dos protetores. Ana Teixeira concordou que desmistificar o que está escrito em uma embalagem não é uma tarefa fácil. Porém, ela aposta na digitalização para que o consumidor também possa descobrir e compartilhar muitas coisas sozinho, na internet, por exemplo. “Digo que essa digitalização que está impactando de um modo geral na categoria de beleza como um todo, também impacta o modo com que o consumidor tem acesso às informações. Como ele consegue traduzir alguns ingredientes que até há alguns anos eram desconhecidos, esse acesso acaba ajudando ele de um certo modo e dando para ele informações para ele entender direito o que é e quais são os ingredientes que têm de se evitar, enfim”, resumiu.

Quando chegou ao Brasil, Blaise Didillon lembrou que umas das coisas que mais lhe chamou a atenção foi o nível de conhecimento que as consumidoras brasileiras possuíam. Ele citou também a quantidade de informações que pode ser adquirida em blogs, mas ressaltou que a grande batalha existente em Proteção Solar é a educação, pois, segundo ele, as pessoas sabem que precisam se proteger, mas ainda possuem muitas percepções erradas sobre proteção como, por exemplo, pensam que hidratação serve para proteger. “Então, este tipo de indicação em blogs, as pessoas vão conhecer bons produtos para proteger a pele, assim como os que têm bom sensorial, porque senão não irão usar. Por outro lado, temos de reforçar que a proteção da pele não é um ritual, e sim uma necessidade. Há os dois lados, clientes bem informados e que podem buscar informações em blogs, ao mesmo tempo em que há pessoas que seguem maus conselhos de ‘amigos’, e tem ainda um terceiro tipo de pessoa que sabe que deveria se proteger, mas quer ter uma pele morena”, finalizou.

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