Estudo aponta que 36% dos vídeos mais vistos sobre dermatite atópica são prejudiciais

Estudo aponta que 36% dos vídeos mais vistos sobre dermatite atópica são prejudiciais
A dermatite atópica é uma das doenças de pele mais comuns, atingindo cerca de 2% dos adultos e 20% das crianças em todo o mundo. Dessa forma, é natural que as pessoas busquem sobre a condição na internet e, em muitos casos, deixem de procurar um dermatologista. O problema é que as informações disponíveis na internet não são realmente confiáveis.

Um estudo apresentada durante a conferência anual da Associação Britânica de Dermatologia alerta sobre os riscos das informações incorretas encontradas na internet, particularmente no YouTube, sobre doenças de pele. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram a qualidade das informações fornecidas nos 100 vídeos mais assistidos sobre eczema na plataforma, que, em conjunto, possuem mais de oito milhões de visualizações e sete horas de conteúdo. Em seguida, os vídeos foram classificados em três categorias, sendo elas: úteis, enganosos e potencialmente prejudiciais. O número de curtidas dos espectadores também foi levado em consideração. Dessa forma, os estudiosos observarem que 46% dos vídeos sobre eczema no YouTube são enganosos e 36% são responsáveis por disseminar conteúdo potencialmente perigoso para pacientes com eczema. Além disso, 66% dos vídeos tinham qualidade científica ruim ou muito baixa, sendo que os espectadores não conseguiam reconhecer esse fato, visto que avaliação para esses vídeos era positiva. "Nos vídeos, os pacientes são encorajados a seguir dietas desnecessárias e utilizar tratamentos tópicos nocivos sem qualquer tipo de orientação médica, além de serem desmotivados a acreditar em conselhos médicos e na medicina convencional", destaca a Dra. Paola Pomerantzeff, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

E, segundo a dermatologista, o problema não se restringe ao YouTube ou ao eczema, já que, principalmente entre os pacientes mais jovens, as redes sociais e a internet são fontes crescentes de informações médicas que não são necessariamente revisadas ou possuem qualidade cientifica, tendo o potencial de serem altamente prejudiciais. "O fato de a pesquisa mostrar que o número de visualizações ou de curtidas não são sinônimos de qualidade de informação pode fazer com que as pessoas pensem duas vezes antes de aceitarem tudo que está na internet como verdade. É claro que a internet é uma ferramenta de pesquisa poderosa e deve ser usada, mas com cautela", finaliza a Dra. Paola Pomerantzeff.

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