Distribuição seletiva: o espaço do ultra luxo

Distribuição seletiva: o espaço do ultra luxo

Dentro do negócio de distribuição seletiva, um segmento vem desempenhando um papel interessante, com performance melhor do que o esperado para o Brasil. Trata-se do negócio de produtos de ultra luxo, incluindo a perfumaria de nicho.

É algo novo por aqui, mas que dentro da sua proposta vem ganhando espaço e chamando a atenção de mais atores. Pegue, por exemplo, a marca Jo Malone, parte do portfólio da Estée Lauder. A operação tem poucos anos no Brasil, mas com seis pontos de venda próprios, já gera vendas em valor que a colocam ao lado de marcas TOP 10 do mercado. “É um negócio que fez barulho e levou as outras marcas se preocuparem”, conta Daniel Morimoto, da Segmenta.

O crescimento desse mercado é impulsionado pela migração dos consumidores do exterior para o mercado interno, pelas condições de preço mais favoráveis e pelo próprio acesso às marcas, até então indisponíveis no Brasil. Além disso, o Brasil tem um mercado de alta renda que mesmo que viaja, não faz conta para comprar seus produtos de beleza no Brasil. Segundo Morimoto, isso justifica o fato de que marcas caríssimas como Sisley, La Mer e La Prairie apresentam crescimento consistente no volume de vendas.

Com essa faixa de mercado demonstrando ter potencial, mais empresas passam a olhar para o seu portfólio global em busca de marcas que poderiam ocupar esse espaço. “Quando você entra no segmento ultra premium, as vendas são significativas e o brasileiro compra essas marcas quando viaja. Com o dólar alto, esse consumidor pode passar a comprar esses produtos aqui”, acredito Christian Campillo, da L’Oréal, que é dona da marca Atelier Cologne, uma marca de perfumaria de nicho ultra premium.

Responsável pela distribuição da Creed, uma das mais tradicionais marcas de perfumaria de nicho, Lucinda Lopes, da Excellence vê que o canal começa a se abrir para produtos com esse perfil. “Foi um trabalho hercúleo para colocar na cabeça dos lojistas que, se ele queria ter um consumidor de elite de volta às perfumarias tradicionais, seria preciso investir nesse segmento”, diz a vice-presidente da Excellence.

Para ela, embora os volumes ainda sejam pequenos, marcas como Creed começam a ganhar uma boa representatividade por aqui, até porque existe uma necessidade de diferenciação por parte dos clientes mais elitizados, que querem comprar produtos que lhes confiram exclusividade. A empresária também acredita que essas marcas podem ajudar o canal online na ampliação da oferta para os clientes mais abastados.

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