Design circular: Bem vindos ao novo e prático!

Design circular: Bem vindos ao novo e prático!

A economia circular é um termo usado de forma coerente para dizer que é a ciência da cadeia do ambiente sustentável e que abrange o comportamento tecnológico e comercial global.

Hoje em dia, o que temos é um sistema linear, ou seja, usa o recurso e aproveita o acumulo de resíduos. Nosso país é destaque na geração de lixo e segundo a Onu, produz acima das 500 mil toneladas/dia. Precisamos implantar um modelo que ultrapasse as fronteiras do reduzir, reutilizar e reciclar e assim, entender melhor como gerar recursos eficientes para um melhor entendimento.

O consumidor ou quem vai adquirir produtos, é visto como a pessoa de poder de decisão, e convenhamos, é aquele que deve ser alcançado quando se trata da escolha desse ou de outro produto, em especial sobre escolhas corretas, as empresas de bens de consumo perceberam como ele se comporta em relação a atributos e benefícios, pois, o conceito é amplo se compararmos, e com certeza, o que vai agregar valor é o benefício que se gera com a qualidade, não importando muitas vezes o atributo do produto. 

A preocupação das empresas sempre foi se manter fiel aos seus valores, prezar o consumidor e ver o quanto ele está disposto a comprar produtos que duram ou que gerem benefícios. As pessoas não consomem mais por ser produtos expostos em gôndolas, mas a decisão de se comprar, vem através de várias mídias e tudo é medido por consumo e o grande temor das empresas, é perder esse controle.

Surgiram 3 preceitos: Resíduos não nutrientes, energia limpa e renovável e celebração à diversidade. Isso faz ressignificar e muito a utilização dos recursos naturais, ou seja, a maneira como tratamos nosso planeta. Ecologicamente, os autores William McDonough e Michael Braungart trouxeram à tona em 2002 a teoria dos três pilares acima.

? No quesito resíduos, percebe-se o reuso após o ciclo de vida baseando-se na própria condução da natureza que é o formato da lógica cíclica. 

? A energia limpa é essencial para a vida e baseando nisso, na criação de design de produtos na indústria, o objetivo é se envolver no desenvolvimento da substituição de combustíveis fósseis, que um dia podem acabar, por outras tecnologias.

? Ao passo que celebrar a diversidade é basicamente unir as fronteiras, universalizar produtos ao invés de regionalizar, passa a dar chance de um mesmo produto atender diversos públicos em diversos lugares.

Fazer produtos que tragam entendimento que possibilite a pessoa a não jogar fora e sim pensar em uma coleta que possibilite que essa embalagem volte à linha de produção para um reaproveitamento, e o jogar fora, gera lixo, esse conceito do “berço à lápide”, como eu reaproveito esses resíduos e promover a volta ao sistema, bom exemplo é da empresa Adidas, que produziu tênis à partir de resíduos de rede de pesca obtidos e retirados no fundo do mar e trouxe uma reflexão para uso consciente, e muitos têm se espelhado nesse conceito, nessa direção.

Destacamos o Design de Economia Circular, onde se apresenta 4 modelos atuantes no período  de 2012 a 2016, baseado no projeto britânico The Great Recovery Project por RSA em associação com Innovative UK.

A economia circular promove o reaproveitamento constante dos produtos, materiais e outros itens componentes e se analisarmos o comportamento da natureza, veremos que, por exemplo, ao cair uma fruta ao chão, ela se estraga e não será útil para comer, mas acontece algo fantástico: ela se transformará em adubo e servirá para o plantio de outras plantas, ciclo que se interrompeu, mas renasceu para gerar novas vidas e baseando-se nisso, podemos utilizar esse conceito para a geração de recursos renováveis.

E quais são esses modelos? Design para longevidade – design para serviços – design para reuso em manufatura e design para recuperação de material. Com essa postura de assumir o novo e prático, especialistas designers criam e se reinventam, se preciso for, toda vez que precisam apresentar novos produtos.

O processo todo é um complexo bem elaborado que precisa ter um começo, meio e fim, e para tanto, começa-se com a inspiração, o “start”, o que leva a pessoa sugerir a criação de algo novo ou repensar algo existente e dar nova vida ao conceito. Surge então o Design Circular, que compete entre outras coisas, dar direção para conceituar uma rotina que vai possibilitar a execução de produtos e o que se pretende com eles.

Designer pensam e agem no todo e conseguem ver e antever o resultado final, mas para chegar até o fim da execução de uma ideia passam-se vários processos e chega-se até mesmo, muitas vezes, ao cálculo e recálculo quando necessário, afim de fazer ajustes, que podem ser antes, durante ou no final, pois, o vibrar com o resultado, é algo que todos esperam.

Aplicar conceitos dentro da estrutura de embalagens para um determinado segmento, como é o caso da cosmetologia, por exemplo, que procura colocar no mercado produtos biodegradáveis e pensando nisso, por que não aproveitar a ideia do “ecologicamente correto” e criar tipos de embalagem sustentáveis? Que tragam a mesma proposta de sustentabilidade que já está embutido no produto? Daí, podemos pensar no conceito de que o menos é mais, de que tudo pode ser reaproveitado e a natureza nos mostra que é possível, dentro desse universo de repensar as embalagens.

Segundo o especialista e professor Designer Hulk Gianelli, “dentro do universo de design as pessoas tem o pré-conceito de que o designer somente faz formas, faz desenhos, pensa somente no valor estético das embalagens, mas isso já mudou há tempos” Pensar em design circular, podemos trabalhar em 5 frentes: compreender, observar, conceituar, validar e implementar.

O design não é só uma criação em si, é o “pensar” o projeto, é a forma de se entender alguns pontos chaves pontuais, que passa pela compreensão, pelo entendimento do público; observar a necessidade; conceituar que é a forma de ver pontos de acerto, aliás, é onde acontece a criação de fato, validar que corresponde ao teste para viabilizar projetos e a implantação que é a fase conclusiva.

A lógica de pensamento se baseia na execução dessas etapas para se entender a demanda do mercado.

A tendencia é conceituar o quanto o produto final oferece de benefício, pois seus atributos físicos hoje não são tão importantes e sim o quanto ele oferece como resultado. As pessoas querem se beneficiar de produtos bons para uso e isso é relevante.

Designers não fazem somente desenhos elaborados para chamar atenção das pessoas, mas por trás disso, está um trabalho que visa minimizar custos no valor final e ver que a embalagem agregou valor ao produto devido às praticidades que ele oferece.

As adaptações vão surgindo para que seja entregue o melhor produto sempre e para tanto, dado o prazo que foi dado para a execução, consegue-se estabelecer parâmetros confiáveis para que aquele produto final seja um sucesso.

O trabalho não está encerrado simplesmente na entrega daquilo que se elaborou, mas sim na verificação de feed back, necessários para que o sucesso desejado não seja apenas repentino e somente isso, mas que seja duradouro e dêem frutos.

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