Creamy investe em produção para zerar fila de espera de 100 mil

Creamy investe em produção para zerar fila de espera de 100 mil

A estratégia do marketing de escassez, que se baseia em utilizar a falta (ou a eminência de falta) de um produto para gerar um senso de urgência no cliente e com isso acelerar e aumentar as vendas é uma tática utilizada pela indústria de beleza há tempos, desde que as edições limitadas começaram a ganhar as prateleiras das perfumarias e lojas de departamento no início do novo milênio, dando às consumidoras algo novo e exclusivo, que "poucos" poderiam ter.

Com a evolução do e-commerce e dos ambientes digitais de vendas e comunicação, essa estrtatégia ganhou uma nova roupagem e importância, tanto para as marcas tradicionais como para novos entrantes, que enxergam na tática uma forma de gerar buzz e construir um senso de exclusividade para uma marca nova, que então passa a ter aquele seu produto com mais chance de ser listados entre os "must have" do momento e, caso sustente o sucesso do produto, acabe por o transformar num produto estrela. E, via de regra, para que uma start-up seja considerada uma boa compra por empresas maiores e fundos de private equity, ter ao menos um desses produtos no portfólio é considerado uma condição importante.

A Creamy, start-up brasileira que atua no segmento de skincare, não tem o marketing de escassez como estratégia, uma vez que a falta de produtros não é proposital segundo o seu co-fundador Gabriel Beleze. Mas a marca lançada no ano passado e que oferece apenas dois itens de tratamento facial diário baseados em ácidos por meio do seu e-commerce já soma uma fila de espera de quase 100 mil pessoas à espera de reposição dos produtos no site.

A empresa não abre o volume de produção, mas diz que os lotes mínimos exigidos pelo fornecedor das embalagens da marca é de 20 mil unidades, o que ajuda a dar uma noção do tamanho da operação. "Estamos trabalhando para ofertar uma quantidade que não faça nosso estoque zerar como vem acontecendo nas última reposições. Acreditamos que o lote que virá nas primeiras semanas de setembro será suficiente para atender à todos", conta Beleze.

Com ingredientes e embalagens importadas, o lead time da Creamy fica maior. "Os insumos levam quase três meses para chegar. Às vezes, 40 dias para fabricar e 50 dias para chegar de navio", lembra o co-fundador da marca, dizendo que a demanda acima do esperado resultou em atrasos. "Esse longo lead time de produção faz com que nosso timing de reação seja mais lento", diz ele, quie segue dizendo que a martca, em brevem terá outros centros de distribuição em lugares estratégicos do Brasil, para que o produto chegue mais rápido e mais barato. "Estamos investindo muito em proporcionar uma boa experiência de compra para o cliente. Felizmente teremos a normalização do estoque nas próximas semanas e os lotes serão suficientes para atender a demanda", acredita o empresário

Os dois itens no portfólio são o Creamy Skincare Gel 7% AHA Ácido Mandélico+Alfa-arbutim, que clareia manchas enquanto cuida da pele: hidrata, oferece brilho e firmeza; e o Creamy Skincare Creme 10% AHA Ácido Glicólico+Niacinamida, um hidratante profundo que auxilia na uniformização da pele, melhorando cor, textura e reduzindo os poros.  Ambos os produtos são vendidos em embalagens de 30 gr. e os preços práticados, considerando os valores praticados antes do novo lote, era de R$ 61,00 o ácido glicólioco e R$ 63,00 para o ácido mandélico. 

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