Beleza ao vivo

Beleza ao vivo

As lives de artistas têm sido uma das formas de artistas manterem-se ativos e entreter seus fãs em meio ao período de reclusão. Mas as marcas de beleza já vinham apostando em transmissões via streaming desde antes da pandemia, em especial na China. A tendência agora é que esse movimento seja acentuado e se acelerem em outras partes do mundo.

Do lado de cá do globo, as transmissões em streaming são mais focadas na indústria de games e entretenimento, mas na China elas são uma forma dos consumidores para explorar tendências de produtos, receber informações sobre produtos, especialmente na indústria da beleza. Segundo um estudo da firma de inteligência de mercado Mintel na China, 14% dos entrevistados dizem que transmissões ao vivo ou posts em plataformas de vídeos curtos são a primeira escolha para quem decide comprar produtos de beleza e higiene pessoal.

“Quando os clientes ficam online para transmissão ao vivo, criam uma comunidade de necessidades e interesses semelhantes. 47% dos clientes pesquisados que compraram produtos de beleza e cuidados pessoais através de canais de transmissão ao vivo disseram: ‘comprei o que realmente preciso’”, disse Jessica Jin, diretora de beleza e cuidados pessoais da Mintel.

Um bom exemplo da força das lives no gigante asiático é a entrada da marca Huda Beauty no Tmall, a plataforma de comércio internacional do Alibaba. A empresa vendeu seu estoque de paletas em segundos. Para o lançamento, Huda Kattan, fundadora da marca, fez uma parceria com a celebridade da internet Austin Li para animar a abertura de sua nova loja. Kattan desafiou Li, também conhecido como "Lipstick Brother", a criar uma aparência de maquiagem de primavera no site de microblog chinês Weibo. Li também recomendou os produtos da Huda Beauty aos espectadores durante uma transmissão ao vivo no canal Taobao Live, também do Alibaba, que teve mais de 12 milhões de visualizações.

Mesmo com a força de influenciadores como Li, a Mintel aponta que durante o surto de COVID-19, as próprias marcas se tornam a principal força da transmissão ao vivo. Consultores de beleza, maquiadores até donos de lojas de cosméticos começaram a transmitir ao vivo para vender produtos. “É mais importante para uma marca manter a operação rodando e a comunicação com os clientes, o que não poderia ser feito com apenas uma ou duas vezes ao vivo com um influenciador. Pelo contrário, as assistentes de vendas podem manter e intensificar o engajamento e a comunicação com os clientes em potencial”, reforça Jin.

Segundo a Mintel, a equipe da loja de cosméticos é tão influente quanto os influenciadores tradicionais da indústria da beleza em termos de conversão de vendas. A pesquisa mostra também que os consumidores acreditam que a transmissão ao vivo “oferece mais brindes, introdução mais detalhada do produto a um preço melhor” do que a loja on-line oficial, mas “ainda não conquistam a confiança dos clientes em termos de garantia de qualidade, serviço pós-venda e conveniência”.

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